Paulistana, nascida e criada na selva de pedra. Gestei e pari duas filhas na pauliceia desvairada.

Antes delas, e desde que me entendo por gente, o universo das artes foi meu caminho. Comecei a fazer teatro com dez anos e nunca mais parei. A vida mambembe era meu destino, produzir, atuar, dirigir, fazer teatro era tudo o que eu sabia. Me encantava a possibilidade de provocar reflexão e catarse nos outros através da arte, eu vislumbrava transformações, sonhava com um mundo mais justo e seres humanos iguais.

Com a primeira gestação passei a olhar para o mundo por outro prisma, mergulhando profundamento no universo materno. Eu precisava aprender tudo e no tempo real, pois eu já era mãe, rsrsrs. Com a segunda gestação veio o desejo de devorar tudo sobre parto e ressignificar a primeira experiência. Praticamente já afastada dos projetos de teatro e vivendo a maternidade de forma integral e plena, planejei um parto domiciliar e descobri nesta experiência que era necessário começar tudo do zero.

Sair de São Paulo já era um plano, tornou-se a prioridade. Viver a vida pautada na potência da presença e do ritmo natural, viver o presente com qualidade e responsabilidade, maternar conscientemente, educar com vínculo e respeitar nossas filhas como seres integrais, únicos. Mudamos para Taubaté, interior de SP, e hoje meu tempo se divide entre a linda família que estamos construindo e outras tantas que tenho a honra e o privilégio de acompanhar neste caminho de transformação, catarse, potência e renascimento.

Carol

Sou Carolina, sonhadora irrecuperável, mulher, esposa, mãe da Bárbara (nascida em junho/2011, de parto normal na Casa de Parto de Sapopemba/SP) e da Isabela (nascida em fevereiro/2013, de parto natural domiciliar planejado em SP), consultora em aleitamento materno e doula de parto e pós parto.

Porque me tornei uma doula?

Engravidei pela primeira vez em 2010. Frequentei alguns poucos encontros de gestantes em São Paulo e pensava que estava pronta para parir. Fui para a Casa de Parto de Sapopemba acompanhada do marido e de uma doula para parir Bárbara, minha primogênita. Foi um parto normal, repleto de intervenções, porém humanizado. Desde então não parei mais de estudar e aprender sobre o mundo dos partos. Meu segundo parto foi domiciliar, também em São Paulo, acompanhado pelo marido, a mesma doula e duas lindas parteiras, que me assistiram trazer minha filha Isabela pro lado de cá, num parto natural na água, cercada de amor e segurança. O que mudou entre um parto e outro foi: a busca pela informação baseada em evidências científicas, o meu consequente empoderamento, a escolha da equipe humanizada e comprometida com a medicina baseada em evidências científicas e a certeza de que podemos sim parir!

Meninas Doulas

Hoje sou mãe de duas meninas, coordenadora do grupo de apoio para gestantes e casais grávidos "Do Ventre ao Peito", nas cidades de Taubaté e Pindamonhangaba/SP, doula de mulheres que buscam partos respeitosos com equipes humanizadas, consultora em aleitamento materno e ativista pela Humanização Obstétrica no Brasil.